China propõe endurecer regras contra lavagem com cripto

China recomenda tratar mixers e privacy coins como indício de lavagem de dinheiro, ampliar leis e transferir parte do ônus da prova aos réus. Propostas não são vinculativas.

A Suprema Procuradoria Popular da China divulgou recomendações para reforçar o combate à lavagem de dinheiro com criptomoedas. Segundo procuradores e um professor de direito, o uso de crypto mixers, privacy coins e carteiras anônimas deve ser considerado forte indício de intenção criminosa. Os autores ressaltam que a natureza descentralizada, pseudônima e transfronteiriça dos ativos digitais dificulta a aplicação das leis atuais, especialmente na classificação de crimes, coleta de provas e recuperação de ativos ilícitos. Atualmente, a maioria dos casos envolvendo cripto é processada sob o Artigo 312, por ocultação de produtos criminais, devido ao escopo restrito do Artigo 191. As recomendações sugerem ampliar o uso das leis de combate à lavagem de dinheiro para criptomoedas, adotar a abordagem "um caso, duas verificações" e aceitar registros em blockchain como provas preliminares. Também propõem transferir parte do ônus da prova para os réus. Embora não vinculativas, as propostas indicam uma possível mudança na abordagem legal da China para crimes financeiros com cripto.

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