Cibersegurança em Cripto: Dicas Básicas para Proteger seus Ativos
Este artigo está disponível nos seguintes idiomas:
- Principais insights
- Sobre o apresentador: Jacky Chemoula
- Tipos de ataques cibernéticos no universo cripto
- O papel da IA nos ataques cibernéticos em cripto
- Os princípios da cibersegurança
- Tipos de wallets de cripto e seus níveis de risco
- Avaliação de risco com wallets de cripto
- Diferentes tipos de vetores de ataque
- Como proteger sua cripto de todos os ataques
- FAQ: Cibersegurança em Cripto
- Conclusão
Principais insights
Este artigo, adaptado de um webinar da Tangem apresentado pelo especialista em cibersegurança Jacky Chemoula, traz uma visão aprofundada sobre os fundamentos da cibersegurança em cripto, principais vetores de ataque e as melhores práticas para proteger ativos digitais. Destaca a evolução das ameaças — incluindo ataques com IA e grandes invasões —, compara os riscos de diferentes tipos de wallets e enfatiza os recursos de segurança das carteiras Tangem. Oferece conselhos práticos para minimizar riscos, com foco em vigilância pessoal, hábitos seguros de transação e a importância da segurança de dispositivos e redes.
Transformamos este webinar, Domine o Básico da Cibersegurança em Cripto | Webinar Educacional Gratuito da Tangem, em um artigo para o blog.
Neste artigo, você vai aprender os princípios da cibersegurança, explorar vulnerabilidades em carteiras de hardware, entender os riscos associados às wallets de cripto e descobrir como se manter seguro no universo cripto.
Sobre o apresentador: Jacky Chemoula
Sou Jacky Chemoula, especialista em TI e arquitetura de software com foco em segurança de dados. Tenho ampla experiência em setores estratégicos, incluindo energia, telecomunicações, cadeia de suprimentos e defesa.
Estou muito feliz por ter sido convidado pela equipe Tangem para um webinar sobre cibersegurança em wallets de cripto.
Atuo no universo cripto há vários anos pelo viés da cibersegurança, com experiência em defesa cibernética. Durante um ano, realizei auditorias de segurança para usuários finais como você, ajudando a proteger criptoativos e dados pessoais.
Minha formação inclui estudos na EPITA em Paris, Technion (Israel Institute of Technology) e Paris Alburn, o que me permite orientar usuários no complexo mundo da segurança em cripto.
Vamos avançar para os tipos de ataques cibernéticos que usuários de cripto enfrentam atualmente.
Tipos de ataques cibernéticos no universo cripto
Existem quatro métodos principais de ataque no ecossistema cripto:
- Ransomware
- Phishing
- Supply chain attacks
- Golpes de investimento em cripto
Esses ataques geralmente visam usuários individuais, enquanto ataques mais sofisticados envolvem cookies de sessão, tokens e ataques cross-bridge.
Os principais grupos de ataques cibernéticos têm origem principalmente na Rússia, Coreia do Norte e Irã. Essa ligação entre cibersegurança e geopolítica mostra como eventos do mundo real impactam diretamente o cenário digital de segurança.
De 2016 a 2020, plataformas centralizadas eram os principais alvos dos atacantes. Porém, a partir de 2021, o foco mudou drasticamente para os ecossistemas DeFi (Finanças Descentralizadas). O impacto financeiro foi significativo, com ataques de ransomware sozinhos somando US$ 1,1 bilhão em fundos roubados em 2023.
O papel da IA nos ataques cibernéticos em cripto
A integração da inteligência artificial aos ataques cibernéticos transformou o cenário de ameaças. Veja uma linha do tempo dessa evolução:
- Antes de 2018: IA era usada principalmente por setores de defesa para detectar anomalias em sistemas de segurança da informação.
- 2019-2020: Ferramentas de IA se tornaram mais acessíveis para atacantes, viabilizando deepfakes, vídeos de phishing e golpes de áudio.
- 2021-2022: Uma onda de ataques automatizados e sofisticados atingiu o ecossistema cripto, principalmente plataformas DeFi, com e-mails de phishing quase perfeitos gerados por IA.
- 2023: Houve uma desaceleração temporária com a implementação de medidas de segurança pelas plataformas DeFi, mas os atacantes reagiram criando o "Ransomware as a Service" (RaaS).
- 2024: Os ataques voltaram a crescer, chegando a cerca de 300 incidentes e US$ 4 bilhões em fundos roubados
Testemunhamos diversos hacks famosos no universo cripto, como Mt. Gox, Coincheck e FTX. As causas variaram de corrupção interna a ataques externos de grupos como Lazarus.
Um caso notório foi o hack de US$ 611 milhões da Poly Network pelo "Mr. White Hat", que devolveu os fundos após demonstrar vulnerabilidades de segurança da plataforma.
O hack de US$ 1,5 bilhão da Bybit
O recente ataque à Bybit em 21 de fevereiro de 2025 segue como um dos maiores da história da blockchain. Executado pelo Lazarus Group da Coreia do Norte, esse ataque sofisticado em duas etapas comprometeu wallets multiassinatura:
- Os hackers primeiro infectaram o smart contract multiassinatura responsável pelo processo de assinatura.
- Quando os donos das wallets assinaram transações com suas cold wallets, autorizaram sem saber transferências para as wallets dos atacantes.
- Esse problema ocorre porque os usuários não conseguiam visualizar os detalhes da transação no display da wallet.
Esse caso evidenciou vulnerabilidades em displays confiáveis e interfaces de smart contracts — temas que abordarei a seguir.
Os princípios da cibersegurança
Existem cinco princípios fundamentais da cibersegurança. Eles garantem que cada processo e aplicação mantenha alto nível de segurança:
- Confidencialidade dos dados: garantir que apenas pessoas autorizadas tenham acesso à informação.
- Integridade dos dados: assegurar que os dados não sejam corrompidos.
- Disponibilidade dos dados: garantir acesso aos dados sempre que necessário.
- Rastreabilidade dos dados: permitir auditoria e análise dos dados.
- Autenticação dos dados: verificar que os usuários têm o nível apropriado de autorização de acesso.
Aplicados às wallets de cripto, esses princípios assumem formas práticas.
- Confidencialidade — uso de sistemas com chaves privadas e seed phrases;
- Integridade — garantir que as transações e chaves dos ativos digitais permaneçam inalteradas;
- Disponibilidade — criação de soluções de backup confiáveis;
- Rastreabilidade — auditoria e análise de transações, geralmente via block explorers;
- Autenticação — métodos robustos de verificação, incluindo autenticação multifator.
Tipos de wallets de cripto e seus níveis de risco
Uma wallet de cripto é um sistema gerador criptográfico assimétrico. Ou seja, ela gera chaves privadas e públicas. É só isso que uma wallet deve fazer. Existem diferentes tipos de wallets e seus riscos associados:
Software Wallets (Hot Wallets):
- Wallets de aplicativos e de exchanges descentralizadas
- Wallets em extensões de navegador
- Wallets para desktop e smartphone
- Wallets online (exchanges centralizadas como Kraken, Coinbase ou Binance)
Hardware Wallets:
- Dispositivos USB (Ledger e Trezor)
- Smartcards e wearables (Tangem)
"Me pergunto o que uma wallet de cripto deveria fazer — apenas guardar uma chave privada e uma pública, nada mais. A questão é: o dispositivo pode ficar online? Se puder, não é cold."
Essa classificação está diretamente ligada ao nível de risco. Hot wallets têm o maior risco de segurança, enquanto cold wallets oferecem o menor risco por estarem totalmente isoladas da internet.
Hardware wallets são não custodiais (você detém suas chaves privadas). Wallets de aplicativos como exchanges descentralizadas também são não custodiais. Já hot wallets em exchanges centralizadas são custodiais — suas chaves ficam armazenadas nos servidores delas.
Ameaças comuns às software wallets incluem:
- Key loggers: ataques em que hackers capturam tudo que é digitado para roubar dados privados e senhas.
- Clipboard hijacking: comprometem a função de copiar e colar, trocando endereços copiados por endereços controlados por hackers.
- Session and cookie hijacking: ataques sofisticados que roubam tokens de autenticação mesmo após o uso de autenticação multifator.
- Malware e ransomware: softwares maliciosos que podem comprometer a segurança da wallet.
- Comprometimento de smart contracts: vulnerabilidades no código de exchanges descentralizadas
Os principais riscos das exchanges centralizadas são invasões na plataforma (como Mt. GOX) e corrupção humana (como na FTX).
Hardware wallets enfrentam outros tipos de ameaças:
- Supply chain attacks: hackers interceptam dispositivos entre a fabricação e a entrega para modificá-los.
- Firmware injection: código malicioso inserido no software do dispositivo.
- Vulnerabilidades de conexão: problemas com Bluetooth, display e interfaces USB.
- Malware via PC: ao conectar a wallet de hardware em computadores infectados.
Os cartões Tangem não são vulneráveis a supply chain attacks porque, sendo cartões simples, "não há nada para alterar — se quisesse fazer algo, só destruiria o cartão."
Vulnerabilidades em hardware wallets
Hardware wallets podem ter vários componentes que criam potenciais vulnerabilidades:
Bateria
Baterias são uma fonte significativa de vulnerabilidade. Com baterias, é possível manipular a energia — criando uma injeção de falha via alteração de voltagem. Isso pode vazar chaves privadas e abrir portas para hackers. Como a Tangem não tem bateria, não é vulnerável a esse vetor de ataque.Display
Sobre displays e o conceito de "trusted displays" em hardware wallets, a questão não é se o display está no dispositivo, mas como ele se conecta à wallet — se é por um chipset simples ou por criptografia real de segurança.Referenciamos hacks recentes de wallets famosas que começaram por vulnerabilidades no display, incluindo o ataque à Bybit, em que usuários assinaram transações sem conseguir visualizar corretamente em telas pequenas.
A Tangem Wallet utiliza o display do seu smartphone, onde todas as informações ficam totalmente claras e detalhadas. Você pode ver todos os contratos inteligentes e detalhes das transações com precisão.Chipsets
São microprocessadores seguros para gerenciar chaves privadas e displays. No elemento seguro — o chipset responsável pelas chaves — já houve casos de comprometimento em wallets famosas.
Displays exigem chipsets adicionais, criando mais potenciais vulnerabilidades. Em cibersegurança, quanto menos componentes sua wallet tiver, mais segura ela é. Adicionar um chipset de display abre outro ponto potencial para injeção de firmware.
Portas de entrada (USB, Bluetooth, câmera para QR codes, NFC)
Portas de entrada e saída também apresentam riscos de segurança. Quanto mais portas, mais vulnerável a wallet se torna. Wallets que exigem atualização via USB são especialmente arriscadas, como demonstrado por ataques com atualizações de firmware maliciosas.
Na Tangem, a única via de comunicação é o NFC, usado apenas em modo leitura. Só há um momento em que o NFC fica em modo gravável — ao criar suas três cards para copiar sua chave privada. Depois disso, o acesso de gravação é fechado e apenas a leitura NFC permanece.
As Tangem Wallets têm apenas um chipset e não usam bateria, pois funcionam via NFC, recebendo energia passivamente do campo magnético do seu smartphone. O elemento seguro da Tangem possui certificação EAL6+, nível de alta segurança utilizado em defesa cibernética e aplicações militares.
O chipset Tangem
Descobri que o chipset foi documentado na França pela ANSSI, pois há um certificado do governo francês explicando que o chipset Samsung S3D232A é certificado oficialmente.
Esse chipset conquistou a certificação EAL6+, permitindo seu uso em setores franceses de alta segurança. É o tipo de chipset utilizado em passaportes, portanto, altamente seguro.
Além disso, a conexão entre cartão e smartphone exige distância de apenas 4cm, aumentando a segurança ao limitar o alcance de ataques.
Avaliação de risco com wallets de cripto
Veja o processo típico de transação usando wallets convencionais, destacando os riscos em cada etapa.
Primeiro, você conecta à sua wallet e faz a autenticação, o que traz pouco risco, especialmente com autenticação de dois fatores. Mas o risco aumenta ao conectar a wallet à internet.
O caminho da conexão apresenta vários pontos de vulnerabilidade:
- Vulnerabilidades do computador (alto risco)
- Métodos de conexão à internet:
- Conexão por cabo (mais segura)
- WiFi privado (risco moderado)
- Dados móveis (4G/5G)
- WiFi público (risco extremamente alto)
Recomendo nunca conectar-se a WiFi público. Se realmente precisar usar, utilize sempre uma VPN para criptografar seus dados, mas só como último recurso.
Após conectar-se a uma exchange, o risco passa para a própria plataforma, que pode ser hackeada, como mostram vários incidentes recentes. Quando a assinatura é feita offline, o risco é menor, e a blockchain em si envolve risco mínimo devido ao seu design seguro.
Avaliação de risco com a Tangem Wallet
Vamos analisar o perfil de risco ao usar a Tangem Wallet.
Com a Tangem, você autentica pelo smartphone e se conecta diretamente às exchanges por ele. Isso elimina todos os riscos associados ao computador e reduz o número de vetores de ataque no processo de transação.
Os riscos de conexão à internet permanecem (WiFi, dados móveis, WiFi público), mas o perfil geral de risco é muito menor devido à eliminação das vulnerabilidades do computador.
Nunca utilize WiFi público para transações de cripto. Só essa decisão já reduz drasticamente sua exposição ao risco.
Diferentes tipos de vetores de ataque
Quando falamos de tipos específicos de ataque, podemos categorizá-los pelos canais: comunicação, wallet, PC/smartphone, exchange ou rede.
Ataques de phishing
Phishing é um dos ataques mais comuns que você pode encontrar. Esse golpe baseado em comunicação redireciona usuários para sites falsos por meio de links enganosos em e-mails, imagens, vídeos ou mensagens de texto. Uma vez nesses sites, os usuários são induzidos a inserir dados sensíveis, que são roubados pelos atacantes.
Por exemplo, você pode receber um e-mail supostamente da sua exchange, dizendo "Verifique sua conta agora". O link parece legítimo, mas na verdade leva a um site falso feito para capturar suas credenciais de login.
Ataques de força bruta
Esses ataques envolvem tentativas repetidas de autenticação em uma wallet até que o PIN correto seja encontrado. Apesar de complexos e demorados, podem funcionar em sistemas sem limitação de tentativas.
O atacante pode tentar milhares de combinações de PIN na sua wallet ou conta de exchange, na esperança de acertar.
SIM swapping
Esse vetor de ataque mira sistemas de autenticação em duas etapas que dependem do SIM do celular.
O hacker entra em contato com sua operadora, fingindo ser você, e solicita um novo SIM alegando perda ou dano. Após receber o novo chip, ele pode interceptar mensagens de autenticação, burlando suas proteções.
Se for bem-sucedido, todos os códigos de autenticação em duas etapas serão enviados para o telefone do atacante, dando acesso às suas contas.
Ataques baseados em dispositivos
Diversos ataques visam diretamente seus computadores e smartphones:
Clipboard hijacking: captura e altera dados ao copiar e colar informações, como trocar o endereço de cripto durante uma transação.
Key logging: registra cada tecla digitada, capturando senhas e informações privadas.
Malicious firmware: afeta especialmente hardware wallets atualizáveis, onde hackers podem criar atualizações falsas com código malicioso.
- Supply chain attack: ocorre quando dispositivos são interceptados entre a fabricação e a entrega, permitindo que sejam alterados antes de chegar ao cliente.
Ataques baseados em rede
Ataques que miram a conexão entre você e a exchange incluem:
- DDoS (Distributed Denial of Service): sobrecarrega o tráfego da exchange até ela cair, abrindo espaço para ataques mais graves.
- Session cookie attacks: roubam arquivos de autenticação criados após o login, permitindo que o atacante use sua sessão ativa.
- Man-in-the-Middle: o invasor se posiciona entre você e a exchange, podendo ler os dados transmitidos pela rede. Os hacks da Poly Network e Coincheck envolveram esse método.
- DNS spoofing: ocorre frequentemente em WiFi público, redirecionando usuários para sites falsos para roubar credenciais de login.
Como proteger sua cripto de todos os ataques
Veja conselhos práticos para se proteger de cada tipo de ataque:
- Proteção contra phishing: nunca clique em links suspeitos e sempre confira o endereço do site pelo Google antes de acessá-lo.
Força bruta: crie senhas longas e fortes e armazene-as em um gerenciador de senhas.
Ative limitações de tentativas de login sempre que possível. A maioria dos smartphones já faz isso, bloqueando o acesso após várias tentativas incorretas e aumentando o tempo de espera entre elas.
O gerenciador de senhas elimina a necessidade de memorizar várias senhas complexas, permitindo usar senhas únicas e fortes para cada serviço sem o risco de esquecer.
SIM swapping: entre em contato com sua operadora para ativar medidas extras de proteção, como palavra-chave confidencial para troca do SIM. Se perder o sinal do celular de repente, contate a operadora imediatamente para verificar se alguém solicitou um novo chip.
Ataques de clipboard: sempre confira cada caractere do endereço de cripto após colar e antes de assinar a transação. Não verifique apenas os primeiros e últimos dígitos.
Supply chain attack: compre wallets apenas de fabricantes oficiais. Não confie apenas no selo de segurança.
Keylogging: use teclados virtuais — como em apps bancários — e mantenha seu antivírus e antimalware sempre atualizados. Limpe regularmente os cookies do navegador para garantir que qualquer sessão seja renovada e segura.
Vulnerabilidades de exchange: pesquise e escolha exchanges que passaram por auditorias de segurança reconhecidas.
Ataques de rede: use sempre uma VPN ao acessar WiFi público. Assim, sua comunicação é criptografada e dados interceptados ficam inúteis para atacantes.
DNS spoofing: sempre confira o endereço completo dos sites que visita, atento a pequenas alterações de letras que podem indicar site falso.
Smart contract: nunca assine contratos inteligentes que você não consiga ler e entender totalmente. Mesmo em dispositivos com tela pequena, leia todas as informações antes de assinar.
- Riscos pessoais: mantenha o anonimato online. Não conte a desconhecidos que você possui cripto ou atua nesse mercado. Se um hacker determinado mirar em você, pode acabar tendo sucesso, mesmo com precauções.
O erro humano continua sendo a principal causa estatística de brechas de segurança em cibersegurança. Sempre que possível, deixe sua wallet cuidar da segurança. Use a configuração sem seed na Tangem.
FAQ: Cibersegurança em Cripto
1. Como interagir com segurança com smart contracts DeFi?
Ao usar smart contracts DeFi, prefira os que já foram auditados e estão ativos há bastante tempo, pois isso costuma indicar mais segurança. Contratos mais simples tendem a ser mais seguros. Você pode verificar auditorias e datas de criação dos contratos em plataformas blockchain.
2. Governos conseguem quebrar padrões de segurança EAL6?
EAL6 é uma certificação de segurança de alto nível usada em dispositivos Tangem e setores de defesa. É extremamente segura e não há indícios de que governos ou outras entidades consigam quebrá-la. Existem níveis ainda mais altos, como EAL7-9, para usos especializados, mas o EAL6 já é um padrão muito forte.
3. Qual o maior erro de cibersegurança cometido por usuários?
Um dos erros mais comuns é aprovar uma transação sem entender totalmente o que ela faz. Se um smart contract ou wallet estiver comprometido, o usuário pode aprovar transações maliciosas sem perceber. Sempre confira cuidadosamente os detalhes das transações. Além disso, nunca confie em mensagens não solicitadas de desconhecidos na internet.
4. Como funcionam ataques de engenharia social e como evitá-los?
Ataques de engenharia social geralmente envolvem impostores que se passam por representantes de bancos, exchanges ou outras entidades confiáveis. Com os avanços em IA, esses golpes ficaram ainda mais convincentes. Para se proteger:
- Verifique a identidade do remetente usando outro meio de comunicação.
- Se receber uma ligação, desligue e retorne usando um número oficial.
- Se receber um link, pesquise relatos sobre sua legitimidade antes de clicar.
- Use block explorers para conferir se endereços já estão associados a golpes conhecidos.
5. O que acontece se eu perder o celular pareado à minha Tangem Wallet?
Perder o celular não compromete a Tangem Wallet. As transações exigem tanto o smartphone quanto o cartão (ou anel) Tangem. Você pode parear a wallet em um novo aparelho. Camadas de autenticação como Face ID e senhas garantem segurança extra. Mesmo se o celular for perdido, a wallet permanece protegida, a menos que o invasor consiga acessar todos os fatores de segurança.
6. As wallets Tangem suportam múltiplos endereços de recebimento?
Atualmente, as wallets Tangem oferecem um endereço estático por token (por exemplo, um endereço Bitcoin por wallet). Porém, a opção de múltiplos endereços está em desenvolvimento. Você pode acompanhar o roadmap da Tangem em community.tangem.com/roadmap para novidades.
7. Quais as melhores práticas de higiene de segurança para o dia a dia?
Para manter a segurança, siga estas recomendações:
- Mantenha seus dispositivos e softwares sempre atualizados.
- Limpe regularmente os cookies do navegador.
- Cuidado com extensões de navegador — muitos ataques vêm por elas.
- Prefira navegadores seguros como o Mozilla Firefox para transações sensíveis.
- Instale antivírus robusto e evite instalar extensões desnecessárias.
Seguindo essas orientações, você aumenta sua segurança e reduz o risco de ameaças cibernéticas.
Conclusão
Ataques direcionados levam tempo, tornando a vigilância pessoal a última linha de defesa contra ameaças cibernéticas. Cuidados simples como manter o anonimato online e usar a Tangem Wallet sem seed phrase podem aumentar significativamente sua segurança.
Obrigado por ler até o fim.
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