O que é mineração em criptomoedas?

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Patrick Dike-Ndulue
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A mineração é o processo de criar novos blocos em uma blockchain. Envolve verificar a legitimidade das transações e adicioná-las à rede, exigindo que os mineradores resolvam problemas matemáticos complexos. Esses cálculos de força bruta são realizados para encontrar um hash — um tipo de função matemática — com certas propriedades (o valor do hash do bloco deve ser menor ou igual ao indicador de dificuldade da mineração na rede). Quem resolve o problema primeiro adiciona o bloco à blockchain e recebe uma recompensa.

Os mineradores mantêm o funcionamento das redes com equipamentos de alto poder de processamento, ajudando a mantê-las descentralizadas e seguras. Eles recebem recompensas em novos tokens de criptomoedas e/ou comissões pela criação do próximo bloco na cadeia.

A mineração envolve três funções principais: verificar transações, criar blocos e emitir novas moedas.

De forma simples, a blockchain é um banco de dados seguro e seu desempenho é garantido não por um servidor específico, mas por centenas de milhares de computadores. Os donos dessas máquinas — os mineradores — recebem recompensas em forma da moeda nativa da rede como pagamento.

História da mineração

O primeiro minerador foi o criador do Bitcoin, Satoshi Nakamoto. Quando o BTC surgiu, era possível minerar usando apenas a unidade central de processamento (CPU) de um computador.

O uso de unidades de processamento gráfico (GPU) na mineração de Bitcoin começou com alguém usando o pseudônimo ArtForz. Em julho de 2010, ele publicou uma foto da sua primeira fazenda de mineração — a “Artfarm” — e se gabou de ter ganho mais de 1.700 BTC em seis dias.

O uso de placas de vídeo para mineração provocou uma revolução, e a mineração de cripto por CPU ficou para trás, dando início a uma verdadeira corrida armamentista entre fabricantes de GPU. Em setembro de 2010, foi lançado um minerador baseado em CUDA para placas NVIDIA e, em outubro do mesmo ano, a ATI Radeon lançou uma solução baseada em OpenCL. Mineradores começaram a comprar placas de vídeo em massa, e a mineração cresceu em escala industrial.

Os primeiros ASICs começaram a surgir em 2012. No universo cripto, um ASIC (circuito integrado de aplicação específica) é um chip projetado para minerar uma criptomoeda específica usando um algoritmo determinado. Esses dispositivos potentes e de propósito único conseguem minerar moedas muito mais rápido, tornando a mineração por placas de vídeo ineficiente (nas redes compatíveis com ASIC).

Métodos de mineração

Existem três formas principais de minerar criptomoedas.

Cloud mining

Esse é o jeito mais simples de minerar e é indicado para iniciantes. Você não precisa pesquisar, comprar, instalar nem configurar nenhum equipamento. Em vez disso, aluga um determinado volume de hash rate de um servidor remoto.

The hash rate is the total computing power required by the network to mine coins. The term also refers to the number of hashes that mining equipment can calculate per second. The higher the figure, the more powerful the equipment.

Com esse método, o processo de mineração é feito por profissionais em seu nome. Tudo o que você precisa fazer é recarregar sua conta pessoal no serviço de cloud e sacar as recompensas recebidas para sua carteira de cripto.

Lembre-se de que não existem garantias de lucro de 100%. Ao começar a minerar, portanto, é importante estar ciente de todos os riscos envolvidos. Também será necessário escolher o serviço de cloud com cuidado para não cair em golpes.

Solo mining

Nesse método, você minera criptomoedas sozinho. Será preciso escolher, comprar e configurar o equipamento por conta própria.

Vale destacar que o solo mining está cada vez mais difícil. Minerar Bitcoin de forma independente, por exemplo, hoje é praticamente impossível. Mesmo assim, alguns casos de sucesso ainda acontecem. Em 23 de maio de 2023, um minerador solo com equipamento de 750 TH/s (terahashes por segundo) minerou o bloco 790.958 do Bitcoin.

A velocidade da rede Bitcoin em 23 de maio era de 367,07 EH/s (exahashes por segundo). Com um hash rate de apenas 750 TH/s, o minerador tinha uma chance em 489.000 de resolver o bloco.

Em janeiro de 2023, outro minerador solo, com hash rate de apenas 10 TH/s, também minerou um bloco de Bitcoin sozinho. A participação desse minerador na rede era de apenas 0,000000036%. Considerando a dificuldade de mineração da época, um minerador com esse hash rate só esperaria criar um bloco a cada 500 anos.

Fica claro que são casos de sorte extrema. Conseguir minerar blocos sozinho na rede Bitcoin é uma raridade. Por isso, poucos optam pelo solo mining; a maioria prefere se juntar em equipe e minerar em pools.

Para ilustrar o poder computacional necessário para minerar Bitcoin hoje e a dificuldade de fazer isso sem ASICs, podemos transformar o conceito abstrato de terahash em algo mais concreto. Supondo que uma placa NVIDIA GeForce RTX 3080 opere a 100 MH/s (e isso ainda é otimista), aqueles 750 TH/s do primeiro minerador equivalem a 7,5 milhões de placas RTX 3080, enquanto o segundo precisaria de 100 mil placas para gerar 10 TH/s. Já um ASIC comum pode entregar cerca de 10 TH/s, e modelos avançados chegam a 200 TH/s.

Mining in pools

Nesse método, o poder dos equipamentos é combinado, permitindo que os participantes realizem cálculos complexos mais rapidamente. O pool funciona com um servidor que divide uma grande tarefa computacional em partes menores e as distribui entre os mineradores. O pool tem um coordenador que monitora o trabalho dos participantes e divide as recompensas entre eles.

Como começar a minerar criptomoedas

Antes de tudo, é importante avaliar seu conhecimento, habilidades e capacidade financeira de forma realista. Você precisará saber montar e desmontar um computador com facilidade, além de ter dinheiro para o equipamento e para as contas de energia elétrica, que podem ser bem altas.

Veja os passos para começar a minerar cripto:

Riscos da mineração: vale a pena minerar cripto?

Se você decidiu ser minerador, precisa considerar todos os riscos para seus ganhos.

Primeiro, fique atento à alta volatilidade do mercado cripto. Se houver uma queda brusca no valor do token, seu lucro pode diminuir bastante. Nesse caso, talvez seja melhor esperar por um momento mais favorável, quando a moeda voltar a subir. Porém, há situações em que isso não acontece, e os mineradores acabam vendendo seus equipamentos para cobrir ao menos parte do prejuízo.

Também é importante lembrar que os mineradores estão sempre atualizando seus equipamentos, e pode chegar o momento em que sua fazenda de mineração não consiga competir com dispositivos mais potentes.

Falhas nos equipamentos são outro risco, e as peças costumam ser caras.

Naturalmente, você também precisa garantir a segurança dos seus criptoativos. A própria fazenda de mineração pode ser alvo de ataques, levando à perda de todos os ganhos. Além disso, se você armazenar suas moedas em um local inseguro, pode acabar perdendo tudo o que minerou. Por isso, escolha uma opção de armazenamento a frio como a Tangem Wallet, a carteira de cripto mais segura do mundo.

Conclusão

Muitos especialistas acreditam que a mineração, especialmente o solo mining, ficou obsoleta. É muito difícil lucrar sozinho, e o retorno do investimento em equipamentos de mineração pode levar de seis meses a um ano e meio.

Os preços da energia elétrica também estão subindo no mundo todo, o que reduz bastante a rentabilidade da mineração e pode até deixar o minerador no prejuízo.

No início, a mineração atraía principalmente pessoas entusiasmadas com a tecnologia blockchain e as criptomoedas — gente mais interessada nas ideias do que no lucro. Agora, parece que tudo voltou ao ponto de partida, e a mineração deve voltar a ser território dos nerds. Talvez eles ainda consigam levar a mineração de criptomoedas para outro patamar.

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Autor Patrick Dike-Ndulue

Senior editor covering crypto, onchain equities, and technology.

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Analisado por Rukkayah Jigam

Writer & editor covering digital assets and product updates.