BPI contesta processo sobre 3,7 milhões de BTC dormentes
O BPI contesta na justiça de Nova York a tentativa de declarar 3,7 milhões de BTC dormentes como abandonados, defendendo que inatividade não caracteriza abandono em autocustódia.
Uma série de processos na Suprema Corte do Condado de Nova York busca reivindicar a posse de cerca de 3,7 milhões de Bitcoin dormentes. Entre esses ativos estão moedas associadas a endereços da era Satoshi e ao hack do Mt. Gox. Os autores, liderados por um indivíduo pseudônimo chamado Noah Doe e duas empresas de Wyoming, alegam que carteiras sem movimentação por anos deveriam ser tratadas como propriedade abandonada, conforme a lei de achados e perdidos de Nova York. Eles afirmam ter identificado cerca de 39.000 carteiras dormentes, reportado às autoridades, tentado contatar os proprietários e, posteriormente, solicitado ao tribunal que declarasse essas carteiras como abandonadas. O Bitcoin Policy Institute (BPI), organização sem fins lucrativos, interveio como réu, apresentando uma moção para rejeitar o caso e múltiplas defesas afirmativas. O BPI e outros grupos argumentam que Bitcoin sob autocustódia não deve ser considerado abandonado apenas por inatividade. O caso foi suspenso até uma audiência em 14 de julho, e pelo menos 31 dos endereços listados movimentaram moedas após o início do processo, enfraquecendo a tese de abandono dos autores.