Hackers estatais impulsionam malware em blockchain
Chainalysis aponta aumento de 420-440% em malware via blockchain, impulsionado por Coreia do Norte e Irã, que usam blockchains públicas e técnicas como "blockchain dead drop". IA open-source acelera a tendência.
Relatórios recentes da Chainalysis e de veículos de notícias cripto apontam um aumento de 420-440% em gravações maliciosas on-chain no último ano. Estados como Coreia do Norte e Irã têm explorado blockchains públicas, incluindo Tron, Aptos, BNB Chain e Bitcoin, para inserir cargas de malware, comandos e instruções operacionais. A técnica "blockchain dead drop" (BDD) permite que invasores armazenem e recuperem dados maliciosos diretamente de transações e smart contracts, tornando suas campanhas mais resistentes à remoção tradicional. A imutabilidade da blockchain garante que essas instruções permaneçam acessíveis mesmo após a remoção de servidores convencionais. O avanço de modelos de IA open-source, capazes de gerar códigos nocivos, impulsiona ainda mais essa tendência. Grupos norte-coreanos já roubaram cerca de US$ 2 bilhões em ativos digitais em 2025, elevando o total acumulado para US$ 6,75 bilhões. A sofisticação crescente desses ataques representa novos desafios para a cibersegurança no ecossistema cripto.